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Festejos dos Caboclos

CabocloNo 7 de janeiro, Itaparica comemora sua independência. Foi neste dia que, em 1823, o pequeno exército concentrado na então vila de Itaparica, formado majoritariamente de populares – o que também significa caboclos, negros e mestiços – deteve o desembarque dos portugueses, dificultando consideravelmente a manutenção da hegemonia portuguesa na Província. A cada ano, promove-se então uma série de manifestações cívicas e religiosas, destacando-se a apresentação dos caboclos no centro histórico.

 

Observam-se festejos semelhantes em outras localidades baianas. O elemento comum a esses festejos é o cortejo com a imagem do caboclo e/ou da cabocla, despertando devoção, entusiasmo e reverência não somente dos figurantes como dos circunstantes quando da passagem da imagem em cortejo.

 

Entretanto, a festa da independência em Itaparica é singular. No dia 6 de janeiro, dá-se a puxada do carro, ainda sem a imagem do caboclo, com os fachos acesos, no início da noite. Na tarde do dia 7, os caboclos cantam os benditos na porta da igreja de Santo Antônio e, em seguida, comandam a levada do carro já com a imagem do Caboclo Tupinambá, na presença de um número expressivo de  itaparicanos e veranistas. No dia 9, por fim, acontece o cortejo da guardada da imagem do caboclo, restando o carro na quitanda (abrigo) no centro da praça do Campo Formoso, até o ano seguinte.

 

A partir de 1939, o grupo cultural Os Guaranis passou a encenar publicamente um auto chamado roubada da rainha. Intensificaram-se então as transformações do festejo da independência, com modulações em torno da figura do caboclo.

 

Publicado em: 18/12/2009

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